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ORQUESTRA CESÁRIA ÉVORA

15 anos após sua morte, e quando se fala em Cabo Verde, Cesária Évora continua a ser a mais referenciada. Um ícone da morna e coladeira que levou a música cabo-verdiana aos maiores palcos do mundo. Cesária Évora Orchester é um projeto que transcende a ideia de banda. Assume-se como guardiã da memória da Cesária Évora buscando acima de tudo preservar, divulgar e manter vivo o seu legado. Destaca-se como uma das iniciativas mais sólidas na preservação e promoção da música e cultura cabo-verdiana. 

 

Ceuzany Pires, Elida Almeida, Lucibela e Teófilo Chantre são as vozes que hoje percorrem o mundo em concertos, pisando palcos internacionais, revisitando os maiores sucessos que marcaram a carreira da Diva dos Pés Descalços, sendo fiéis a obra original, mas com interpretações pessoais.

 

Ceuzany começou a carreira artística aos 12 anos, ao ganhar vários concursos e participando em galas e festivais. Em 2007, ela canta em Santo Antão onde os seus talentos vocais e a sua performance atraíram a atenção de Arlindo Évora, autor, compositor e vocalista de Cordas do Sol, que imediatamente convidou-a a juntar-se ao grupo. 

 

Em 2012 lançou seu primeiro álbum a solo intitulado “Nha Vida” que despertou a atenção e interesse do público devido ao seu grande potencial. O segundo disco “Ilha de Melodia” chega três anos depois, em 2015. Um álbum onde reafirma seu poder vocal expondo toda a sua alma. Em 2023 Surge o novo single “Pedra Rún” sendo que nesse mesmo ano estaria em turné pela Europa, participando de vários festivais com o francês Christope Maé com quem colaborou e lançou “Pays des Merveilles”.  O último álbum “No Tchal Tê Li” chega em 2025 onde trata a violência doméstica com sensibilidade e força, transformando uma realidade dura num hino de libertação e afirmação pessoal. Reforça a importância de dar visibilidade a histórias de sobrevivência afirmando o direito à dignidade.

 

Elida Almeida nascida na ilha de Santiago, aperfeiçoou as suas técnicas vocais através do canto simples na igreja. Com o seu álbum de estreia “Ora Doce Ora Margos” e a canção “Nta Konsigui”, consagrou-se dentro e fora do país. Djunta Kudjer editada em 2017, um miniálbum, uma verdadeira declação de amor à música cabo-verdiana e à sua diversidade. Ainda em 2017 lança Kebrada que leva o nome da aldeia onde passou a sua infância. Uma mistura inteligente de energia latina misturada com ritmos cabo-verdianos: batuque, funaná, coladera e tabanka. 


Gerasonobu (2020): O seu quarto álbum estabelece-a como a musa da nova geração a que pertence, com a missão de revelar a estes "jovens rebentos" a riqueza do património cultural de Cabo Verde. Comemorando 10 anos de carreira em 2023 lança Di Lonji seu primeiro álbum em vinil. Um álbum que espelha toda a gratidão às suas raízes sólidas, às suas figuras tutelares, que ela homenageia com infinita ternura. “SPEDJU” chega em 2026, afirmando-se como um espelho íntimo e simbólico que reflete, simultaneamente, a sua relação com a recente maternidade e o tempo de gestação, não apenas de uma vida, mas também de uma obra artística. 

 

Lucibela nasceu no Tarrafal, na ilha de São Nicolau, cedo começou a demonstrar interesse pelo canto. Mudou-se para São Vicente com a família, onde viria a desenvolver a paixão da sua infância. Ao entrar no ensino secundário, integrou naturalmente um grupo local chamado Mindel Som. Lucibela participou no Festival Sfinks, na Bélgica, e, em outubro e novembro de 2017, gravou o seu primeiro álbum em Lisboa «Laço Umbilical»  com Toy Vieira na produção. Com «Amdjer», lançado a 3 de junho de 2022, Lucibela presta homenagem às mulheres cabo-verdianas, mas também às mulheres em geral. Em 2024 lança “Moda Antiga”, um disco que celebra a herança musical de Cabo Verde, privilegiando mornas e coladeiras, cujo a finalidade é manter visa a essência da nossa cultura. 

 

Teófilo Chantre nasceu em 1964 na ilha de São Nicolau, emigrou para França aos 14 anos, e as 17 começou a sua aventura pela música. Tornou-se conhecido em 1991, quando o produtor José da Silva escolheu três das suas composições para o álbum “Miss Perfumado” da Cesária Évora.  Foi o principal fornecedor de músicas para a discografia de Cesária Évora, não singindo apenas a morna e coladeira, aventurando-se também em outros géneros musicais. Também compôs músicas para Nancy Vieira, Mariana Ramos, Dudu Araújo, Gardénia Benrós, entre outros.

 

Só em 1993 o cantor começou a editar discos com o próprio nome, como “TerraCretxeu” 1994, Di Alma 1997, Rodatempo 2000, Live 2002, Azulando 2004, Viaja 2007, Mestissage 2011 e Emocionalmente 2024, além de várias participações.

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